sábado, 23 de janeiro de 2016

A Cartola e as várias facetas de Luiz no mundo 3D

O modelo dessas fotos é meu grande amigo Alemão. A cartola que ele criou "me caiu bem."


De vez em quando, eu recorro ao mundo real para tomar alguma referencia para os meus quadrinhos. Não que isto venha a se tornar uma prioridade porque não vislumbro o mundo totalmente cine-fotográfico tal qual o percebemos. Mas existem situações em que expressões corporais e até cenários precisam se apoiar em algo "real" até mesmo para que o leitor perceba que tais situações podem habitar a verossimilhança. principalmente corpos dos personagens ali em questão.

Eu precisava de alguém que servisse de referencia para mim que usasse uma cartola na cabeça. o movimento era no momento em que Luiz Gama estivesse prestes à ir até a casa de correção no final do capítulo 1 (pag.7). Bem, eu teria problemas se antes eu não tivesse a sorte de ter aqui em casa guardado uma velha cartola de meu amigo Alemão. Por sorte dupla ele apareceu aqui em casa e eu sempre gostei de usá-lo como mode-lo para qualquer trabalho seja de vídeo, fotografia ou desenho. 

Não preciso dizer o quanto ficou maravilhoso conforme tomadas acima.







Esta cartola foi retirada de algum site para exercícios.

O Eterno retorno do bom filho ao lar. (ou como me meti de vez no mundo das HQ's)




Após longos anos (décadas) resolvi voltar para os quadrinhos tal qual Sidarta retorno de sua viagem pelo  mundo afim de encontrar-se consigo mesmo do mesmo ponto em que partiu.a bem da verdade sempre ouvi o chamado pelos meus amigos. De que eu iria desenvolver bem as minhas HQ's e que meus desenhos eram realmente bons. Mas não foi sempre assim. Eu nunca havia considerado que de fato era bom desenhista. Mas eram conceitos que hoje considero obsoletos (e porque não arcaicos?). Cresci ao redor de amigos que dividiam a mesma paixão pelos quadrinhos. Produzíamos aquilo isolados do resto do mundo sem sequer saber que existiam coisas como o Fanzine e demais produções independentes e underground. 


E havia gente realmente boa ali (no sentido realista do termo"). E eu pensava comigo: "Nossa, nuca chegarei aos pés desses caras!". Mas de qualquer forma, eu seguia em frente. apostando em meus roteiros (que mesmo inocentes para a época, eu ainda os achava empolgantes). Até meu saudoso irmão desenhava melhor do que eu, assim eu achava.

Com a chegada da adolescência e posterior vida adulta, assim como Grant Morrison, tive que partir para outras vivencias e deixar de lado o mundo dos quadrinhos. O rock and roll levara-me para a literatura. A literatura me impulsionou a voltar a estudar e isto, paralelamente a uma série de turbulências em vários outros setores de minha vida. Ser artista e suburbano é tão difícil quanto ter uma formação de nível superior sendo e vivendo no subúrbio.


E foi neste momento em que estas duas impossibilidades me fizeram, ainda  que tardiamente, me reencontrar com o maravilho mundo dos quadrinhos após inúmeras experimentações em outros campos da arte. 

Peer Gynt havia voltado para a casa e reencontrado após décadas, sua antiga paixão. Desta vez, os conceitos haviam mudado. Não se tratava mais de "belo" e "feio" e sim de algo novo. Tratava-se agora do rompimento que a arte moderna enfim causara abolindo de vez nossos preconceitos. 

Hoje, não faço distinções de um Alex RossBill SienkiewiczLourenço Mutarelli ou Kyle Baker (Para ser honesto, ainda fico entre Bill e Kyle por uma questão de gosto pessoal). Até mesmo, ouso dizer que prefiro a quebra do realismo do que o a aproximação cada vez mais obvia de nossos desenhistas ao modelo estadunidense que por sua vez tenta se aproximar da narrativa do cinema graças até a inserção dos personagens de quadrinhos na telona.


E como tenho orgulho de meus quadrinhos! Não mais os desprezo. Todo o meu preconceito havia sido sepultado de vez no renascimento. Enfim, a câmera que tanto buscava era na verdade papel, pincel e nanquim. As ideias sempre estiveram lá, esperando o momento certo para serem invocadas pelo meu puro xamanismo.  


domingo, 10 de janeiro de 2016

Paratodos#01 especial Bro Mcs


Neste módulo de estréia, Paratodos! homenageia o grupo de Rap indígena da etnia guarani kaiowá chamado Brô Mc's.

Conheça este grupo, sua proposta, como ele surgiu. Que vai muito além do mero exotismo!





segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

O Malabarista de Cebolas - lágrimas muito mais que ardência...






Adorei o trabalho de O Malabarista de cebolas, de Igor Riant e Júlia Nunes . Os traços desta ultima é algo que admiro muito desde outros trabalhos. Limpos mas sem exageros. Distantes daquela melancólica tentativa de nos parecermos com os artistas norte-americanos e com isso poluímos nossas páginas de imagens e cores perturbadoras. E o roteiro de Igor é tão lindo quanto singelo. E tão nosso. Esta história é a nossa cara!
E é exatamente isso que venho tentando buscar em minhas propostas.
Espero que um dia a gente essa galera venha participar de uma entrevista conosco aqui no Além da Torre de Observação ou Avante Vingadores Zap!  

Convite feito, aguardemos!

Para àqueles que desejam obter um exemplar, aqui vai alguns contatos para in box clique aqui embaixo em

Codorna Trepidante - Aqui nesta página tem muitos outros trabalhos desse pessoal.

ou:

Júlia Nunes.




sábado, 28 de novembro de 2015

Podcast: Avante Vingadores. Ep.2.








Neste segundo episódio do podcast Avante vingadores Zap! Nossos heróis tentam concluir assuntos pendentes do ultimo episodio como sobre “quem está vendo a série Arrow e o que está achando.”. Também passam a discutir o ultimo filme do Quarteto Fantástico e Homem-formiga. Já que JC Anjos finalmente assistiu.

Muitas coisas hilárias acontecem aqui com um mínimo de roteiro. Vale apena ouvir.
Deixe seus comentários nesta página e também se quiser participar por um dia da nossa mesa virtual de Avante Vingadores Zap é só deixar seu numero de telefone expressando seu desejo.