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domingo, 2 de outubro de 2016

segunda-feira, 27 de junho de 2016

domingo, 26 de junho de 2016

Rakta ao vivo no Sesc Pompeia | Lançamento do 7" "Intenção" | Jun.16 (SP)




Rakta (São Paulo w/ Cadáver em Transe, Fronte Violeta, The Pessimists, Hierofante and Mauna Kea members) @ Sesc Pompeia (SP) - Brasil | Lançamento do Compacto "Intenção" | 02.06.16. https://rakta.bandcamp.com/.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

HOJE NO PORTO PIRATA: TAMO JUNTAS! DJS MARGO PASHECO E JU MINEIRA DIRETO DE SP NO COMANDO DAS VITROLAS!

Hoje, meninas no comando das vitrolas! Soul, Reggae, Ska, Rap e Brasilidades...
Djs Margo Pasheco e Ju Mineira! Entrada Franca! All Night! Rua Lopes de Souza, 24 (baixo Garage) Praça da Bandeira RJ














quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

ORDEM NATURAL Quanto Pesa



ORDEM NATURAL Quanto Pesa
Letra por Lum e Gato Congelado
Produzida por Lum e Hurakan
Arranjo e Guitarra por Marcelo Munari
Percussão Pedro Bandera
Riscos por DJ Mako

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

RAKTA



Rakta (São Paulo w/ Vítima, Cadáver em Transe and Pushmongos (ex)members) @ Galeria Nova Barão - São Paulo/SP, Brasil | 21.12.13 - rakta.bandcamp.com/

Cadáver em Transe Tarde Abstrata-SP


Cadaver em Transe (São Paulo w/ Rakta, Alarme, Unfit Scum and Gattopardo (ex)members) @ Tarde Abstrata - Galeria Logo, São Paulo/SP, Brasil | 30.11.13
Gig w/ Dikina, Tutái| https://soundcloud.com/cadaveremtranse

terça-feira, 20 de maio de 2014

sábado, 3 de maio de 2014

ELO DA CORRENTE - MADRUGADA

 

 ELO DA CORRENTE - MADRUGADA

Madame Satã -- O Importante é Ser Eu e Não o Outro

 

Madame Satã -- O Importante é Ser Eu e Não o Outro 

Em vinte e um de outubro de 1983, na Rua Conselheiro Ramalho, 873, nasceu o Restaurante Cultural Madame Satã. Uma revolução na noite paulistana. A partir do sonho de dois irmãos -- um deles ex-seminarista -- e de duas irmãs, que participavam de teatro mambembe nas periferias da cidade, a casa começou a surgir.
Engajados no teatro, os quatro reuniram-se e decidiram criar um espaço que, mais tarde, culminou em uma inestimável contribuição para a disseminação de todo o tipo de arte. Márcia e Miriam Dutra, Wilson José e Williams Silva, sem saber, deram início ao que se tornaria um templo, um mito da noite paulistana. Com a ajuda de José Cláudio Mendes (Zé Cláudio) que, além de ser um engajado no assunto, tinha acabado de retornar de Nova Iorque, trazendo muitas ideias e inovações, o espaço passou de Restaurante Cultural a casa noturna e abrigou desfiles, shows, peças de teatro, performances e muitas histórias.
Desde então, nada continua o mesmo. Suas paredes ainda ecoam as vozes das almas que ali passaram, gritando e exclamando por liberdade, felicidade, socorro, atenção. Um local onde quem o habitasse poderia se sentir inteiro, completo. Experimentar novas sensações, conhecer outras pessoas e alimentar-se de informações.
Em nossas mãos, pudemos lapidar mais do que a história de uma casa noturna. E, pode ser que a princípio se julgue assim, mas um olhar mais crítico e cuidadoso permite perceber uma temática bastante elaborada além da simplicidade inicial.
Na década de 1980, o Brasil sofreu inúmeras transições. No centro das atenções e dos problemas, o Regime Militar instaurado em 1964 paulatinamente esvaía-se, permitindo à população ganhar mais autonomia e poder de decisão em diferentes âmbitos. Historicamente, a cidade de São Paulo tem sua importância que aumentou gradativamente no decorrer do último século. Nos anos 1980, a capital paulista já era uma metrópole com os ares da miscigenação populacional, causada pela migração e imigração.
Economicamente, já era a principal cidade do país e, culturalmente, um polo de informações e ideais.
O Madame Satã trouxe para São Paulo o conceito de cultura underground. Neste espaço, a juventude paulistana pôde expressar e experimentar suas faces, mostrar sua irreverência e testar sua ousadia.
Hoje, quase 30 anos depois de seu auge, a casa foi reaberta sob o nome "Madame" e sem vínculos com os antigos donos. Alguns frequentadores continuam nos caminhos de antigamente. Outros pegaram os desvios do destino e seguiram em direções opostas. Família, idade, trabalho, sonhos. Tudo agora é diferente. Entretanto, todos têm dentro de si as lembranças de um tempo que ficou para trás, com experiências que não voltam e com muitas pessoas que já morreram.
O documentário é um quebra-cabeças de lembranças, que tenta levar para dentro do Madame Satã quem nunca esteve entre aquelas paredes, assim como levar de volta ao casarão quem lá viveu estas tantas histórias.
Produzido e editado por:
Daniel Mori
Gabriela Prosdocimi
Nivia de Souza
Raphael Calles
Imagens e Edição:
Rafael Ribeiro Mori
Márcio Komesu
Contato: docmadamesata@gmail.com
facebook.com/docmadamesata

segunda-feira, 7 de abril de 2014

O RAP de São Paulo cujo dialeto plural rompe com as fronteiras globalitárias da contemporaneidade.


De vez em quando, me permito sair aos domingos para quebrar o velho estigma de que este dia é o mais tediante e angustiante da semana. Mas a cidade, como referência cultural também precisa colaborar. E neste domingo (06/04) a cidade resolveu ser generosa. O local foi  Audio Rebel, em Botafogo, ao receber o rap de São Paulo mistura doida de  MC Sombra em um show intimista e aconchegante. 

 Com canções que escapam do dialeto local (a exemplo da musica Rap do Brasil) e assim tornam-se diversos dialetos que transcendem as fronteiras demarcadas pelas categorias culturais estratificadas, (é o que a própria canção movimenta-se sugere: Não ficar parado. Seguindo os fluxos dos cotidianos linguísticos e culturais), percebemos as influências regionalistas vindas do mangue beat, ska, funk carioca, hip-hop, samba rap etc., ao mesmo tempo que ouvimos vozes de Sabotage e Racionais Mcs em toda a sua musicalidade local em perfeito diálogo com Chico Science e Zé Ramalho, do Outro.

 As letras representam bem o carisma e bom humor de Mc Sombra. É por isso que funciona, porque é sincero e assim os shows tornam-se uma liturgia mundana, porém de irmandade entre aqueles cuja conectividade se complementa e se confraterniza por intermédio de suas canções, que com microfone em punho e proferindo palavras metafóricas entre uma canção e outra, sem serem pretensiosas, diz para seu publico algo do tipo que naquele momento “todos estamos nos divertindo, mas com seriedade". Da mesma forma que conversamos desarmados no cotidiano,  em que os diversos recursos linguísticos que recorrem ao figurativo são mais significativos e reais que as formalidades que se encontram fora dos bares e campos de futebol. Uma seriedade que habita o protesto sem seguir um manifesto formal. Uma diversão que abriga uma consciência política e social que tanto precisamos cultivar nestes tempos de territórios definidos pelo globalitarismo.
 Canções como Noticiário estéreo ganham uma colagem carioca local. Provando que o seriado Spectreman de gerações passadas já anunciava a problemática que assolaria o mundo contemporâneo.  Piada Cabeluda é um protesto bem humorado das questões raciais no Brasil. O Cabelo como identidade e patrimônio racial ganha um discurso jocoso e inevitavelmente não deixo de me perguntar inspirado em sua canção: O que é cabelo bom e o que é cabelo ruim?
O show termina e voltamos para o nosso
cotidiano, levando em nossos corações a mensagem de Mc Sombra que habita o senso crítico e engrossa as fileiras de nossas manifestações do dia-a-dia. Mas acima de tudo, humor e amizade que rompe qualquer preconceito racial, regional e centralizador.  Desejando que sua volta às terras cariocas seja breve. Porque no fundo carecemos dessas liturgias mundanas.
No demais:
 me explique e me diga direito,
é bem melhor assim.
Vou questionar os demais