segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Dj Makō - Look [VIDEOCLIPE OFICIAL]



Lindo! Isso é Brasil pra caramba!


Videoclipe da faixa LOOK, single do novo compacto do Dj Mako. [fb. djmakosp] free download: www.djmakosp.bandcamp.com
Dir: Luan Banzai
DoP: Adrian Cores + Felipe Mejia
AC: Thales Banzai
Art: Carol Ozzi
Styling: Gisele Alemar | Brechó Relance + Casa Juici
Color: Thales Banzai
Cast: Emy Sato
Thanks to: Daniel Semanas, Camila Cornelsen, Pierre Kerchove, Juliana Correia, ParanoidBR

Banzai Studio | 2013

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

De la soul - itsoweezee (clip original)

 

De la soul - itsoweezee (clip original) 

[Intro:]
Great all-dedication
Mos Def affiliation
Adequate representation
This is the phat presentation
De La dedication
Common Sense collaborations
Peace to all of you Haitians
Check it out

[Chorus: x2]
If money makes a man strange -- we gots to rearrange
So what makes the world go round
If love is against the law -- listen I don't know
Gotta change how it's goin down

[Verse One: Dove]
Fell in love with this fish who got caught in my mesh
But yo she burned my scene up like David Koresh
I guess a diamond ain't nothing but a rock with a name
I guess love ain't nuttin but emotion and game
It's a lesson well learned so praise is well due
I'm sendin off from Big I, to Kenny Calhoun
And add a reservation for the resident crew
And yo get your bowl cuz we cookin up stew
See them Cubans don't care what y'all niggaz do
Colombians ain't never ran with your crew
Why you acting all spicy and sheisty
The only Italians you knew was icees, niggaz price me
I'm keepin it clean, like a washing machine
And yo, get your locomotion run into full steam
I'm sending out a greeting to my man Daseem
I got a child so I gotsta get the green, right right

[Chorus]

Itzsoweezee, it's gettin hot this year
Itzsoweezee, it's gettin hot
[x4]

[Verse Two: Dove]
I own the deeds to some acres in the West, indeed
Where my pops is building residence to house my seed
Now here's the lead, y'all niggaz pray to hot rods and not God
While Versace play you niggaz like Yahtzee
Crackin jokes like you Patzi
(When's the last time you had Happy Days?)
Blazin up your herb to escape the maze, but the problem stays
Think big get it big is my motto
You can go and play your lotto, I'll be singin like baby won't you be mine
You'll be pressin rewind, you can never see mine
Keep your eyes focused, you can't touch this or quote this
Style is crazy bogus so you can't try to approach this
Stomp you out like roaches, pullin on my coattail
like some horses pullin coaches, WHOA your roller coasters
It's hotter than the temperature that's cookin in your toasters
While the heat'll put you deep into hypnosis

[Chorus x2]

Itsoweezee, Enoli's in the area
Itsoweezee, Timbo King's in the area
Itsoweezee, Maseo's in the area
Itsoweezee, ninety-six in your area
Itsoweezee, lawd lawd lawd!
Itsoweezee, lawd lawd lawd lawd
Itsoweezee, lawd lawd, for y'all peace
Itsoweezee

Itsoweezee [x8]

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Estado de Exceção: "Nós não queremos uma polícia que mata!"




 Estado de Exceção: "Nós não queremos uma polícia que mata!" 
Dia 4 de agosto, fazem 50 dias que policiais da Unidade de Polícia Pacificadora de Manguinhos assassinaram o jovem Jonathan de Oliveira Lima, de 19 anos com um tiro nas costas. A policial que atirou, identificada como Larissa, segue trabalhando normalmente não demonstrando nenhum pesar, como dizem os moradores. Já a mãe de Jonathan, a pedagoga Ana Paula Gomes de Oliveira, 36, gasta o tempo que tem e o que não tem com entrevistas, manifestações, reuniões e tudo que possa ajudá-la a repercutir o covarde assassinato de seu filho por agentes do Estado. Recentemente, Ana Paula esteve presente no ato "A festa nos estádios não vale as lágrimas na favela", que aconteceu em Copacabana e reuniu moradores de inúmeros bairros pobres.

Esse filme foi produzido pelo cineasta canadense Jason O'hara dias depois que ele foi espancado e roubado por policiais militares durante uma manifestação na Tijuca no dia da final da Copa do Mundo. Segundo Jay, os policiais que o atacaram foram presos, mas milhares de brasileiros são agredidos, roubados, torturados e assassinados por essa mesma polícia e nada se faz, nada muda. Essa foi a grande motivação para que Jay, ainda sofrendo com as escoriações, fosse a Manguinhos a convite de AND conhecer a história de Ana Paula.
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Xará part. Juju Gomes - Noite [Prod. Damien Seth]


segunda-feira, 28 de julho de 2014

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Tribunais secretos, prisões, agressões, ameaças, cárcere privado: Um Brasil sem direitos


Nas últimas semanas, enquanto a TV tentava distrair as massas com o circo da Copa, o gerenciamento Dilma aprofundava o estado de exceção que vem sendo rapidamente instalado no país desde junho do ano passado. No Rio de Janeiro, no dia 12 de julho, vários militantes tiveram suas casas invadidas pela polícia ainda de madrugada. Policiais civis, todos vestidos de preto, cumpriram inúmeros mandados de prisão, busca e apreensão nas casas dos ativistas. Computadores, celulares e demais mídia foram apreendidas pelos agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, a nova polícia política de Dilma e Pezão. Os ativistas foram qualificados no crime de formação de quadrilha armada e, no dia seguinte, foram transferidos para as masmorras do Complexo Penitenciário de Gericinó. 

Com 26 ativistas trancafiados em Bangu, o Estado reacionário pensou que calaria a voz das ruas no dia da final da Copa do Mundo. Os inimigos do povo não poderiam estar mais enganados. No dia seguinte, mais de duas mil pessoas tomaram as ruas da Tijuca, zona norte do Rio, para protestar contra a farra da FIFA e a criminalização dos movimentos sociais. Foi a maior mobilização no Rio de Janeiro desde o início do megaevento. 

A primeira manifestação começou logo cedo, às 10h da manhã. Manifestantes deixaram a Praça Afonso Pena e seguiram em direção à outra praça, a Saens Pena, ambas nos arredores do Maracanã. // Enquanto isso, Argentina e Alemanha preparavam-se para disputar a final da Copa, após a vergonhosa eliminação do Brasil, amargando um saldo negativo de dez gols em dois jogos. Mas a pior derrota para o Brasil ainda estava por vir.

Ao chegar a Saens Pena, manifestantes se juntaram a um grupo de moradores de favelas e várias organizações da juventude combatente. No local, começava a concentração do ato unificado entre as bandeiras "FIFA Go Home!", da Frente Independente e Popular, e "A festa nos estádios não vale as lágrimas nas favelas". Não demorou muito para que manifestantes deixassem a praça em direção ao Maracanã entoando palavras de ordem contra a FIFA e o Estado reacionário. Em questão de minutos, mais de dois mil policiais bloquearam todas as ruas de acesso à Saens Pena, deixando manifestantes cercados por todos os lados. Pacificamente, as pessoas tentaram convencer policiais a abrir caminho e foram respondidas com bombas de gás e efeito moral.

Nenhuma pedra foi atirada de volta. Mesmo assim, os "robocops" da polícia militar fizeram o serviço sujo de sempre e iniciaram um verdadeiro massacre no miolo do cerco policial. Lembrando cenas dos protestos do início do regime militar fascista, em 1964, cavaleiros da PM avançaram sobre a massa atacando quem estivesse pela frente. Mulheres, idosos, jornalistas, advogados, socorristas, fotógrafos, ativistas, ninguém foi poupado. O cineasta canadense Jason Ohara foi covardemente atirado ao chão e espancado por policiais. Um dos agentes ainda roubou a microcâmera de Jay que estava presa ao capacete. O fotógrafo Alexandre Firmino flagrou o momento em que um PM atacou uma manifestante com golpes de cassetete. 

A ação durou cerca de duas horas e deixou 36 pessoas feridas. Seis ativistas foram presos, um fotógrafo teve o pulso quebrado, um cinegrafista teve a perna suturada e seis profissionais voltaram para casa com o equipamento destruído ou danificado. Sem exceção, todos foram vítimas da polícia. Muito assustadas, as pessoas correram para dentro da estação de metrô da Saens Pena, onde PMs seguiram promovendo cenas de violência gratuita contra as massas. Não houve qualquer reação violenta de manifestantes, o que não conteve o sadismo da polícia política de Dilma, Pezão e Cabral. Mesmo depois que já não havia mais nada na praça Saens Pena, o cerco permaneceu e cerca de mil pessoas foram mantidas durante duas horas em cárcere privado pela PM. Questionados, os comandantes da operação disseram que seguiam ordens do Palácio Guanabara e que nem moradores e trabalhadores da região poderiam passar.