Mostrando postagens com marcador Sintese. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sintese. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 20 de maio de 2014

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Síntese - Máscara da rua




Faixa do disco um do álbum Sem Cortesia. Primeiro álbum do Síntese lançado pela Matrero Records.
Produzida por Neto.
Download do álbum -
Letra:

Quem tá nela nas madruga, sabe do que eu tô falando.
Eu vejo a face da morte em cada louco se drogando.
Em cada olhar desesperado eu vejo medo sufocando.
Pra cada vida que vai é um monte de vida chorando.

Até quando eu vou ver isso, muitos vão antes do fim.
Quantos eu vou ver morrer levando uma parte de mim.
Quanto sangue, em vão, vai ter que ser derramado.
Para os caras criarem noção e ver que está tudo errado.

A rua tá apodrecendo, é só olhar pela janela.
Tá mentindo pra si mesmo, quem nega ver isso nela.
Os rolês na cidade, fez parte da vivência.
Antes era liberdade, agora é teste de sobrevivência.

Em cada beco, vários bico a gente vê.
O destino nem precisa ser vidente pra saber.
Sempre duas opções, cadeia ou caixão.
A causa da morte, provavelmente mais um jão.

Que, sem opção, atirou e não correu.
A lei da rua é uma só, antes ele do que eu.
Quem era aliado, é visto como oponente.
A vida alheia já não vale tanto como antigamente.

Aqui a morte anda nua, ataca sem dó nem critério.
Mostra a cara nas chacinas, faz da rua um cemitério.
A luz do luar, se esconde atrás da neblina densa,
Deixando cada vez mais tenso o clima.

Em semblantes fechados, olhares frios.
O amor se foi, e abandonou nos corpos corações vazios.
Dando espaço pra maldade e espíritos possessivos,
Atacando, sugando a vida de cada ser vivo.

É o meu lar, asfalto cinza...
É meu lugar, só que as trevas estão engolindo elas.

E pra quem ama como eu amo, isso é inadimissível.
Se nós não fizermos nada, o futuro é previsível.
Almas adoecerão, pessoas perecerão.
Quantos irmãos cairão levando junto a esperança?

A hora é de dizer não, pra porra da degradação.
No futuro quero olhar pra trás e notar a mudança.

A máscara da rua cai. O asfalto não é seguro.
Corre perigo quem sai pro outro lado do muro.
São poucos que trazem no peito a verdade.
Cada quebrada é um mundo, e cada mundo uma realidade.

Na rua o vento é quem dita a nota da sinfonia.
Intuição é meu maestro, e a sirenes melodias.
As vezes, só a lua te faz companhia.
Presta atenção no que você faz, a rua te cobra um dia.

Por elas as pessoas são cada vez mais frias.
E eu apendo observando o game-over da maioria.
As tretas, nem sempre acabam na diplomacia.
Quem tá, soube jogar, e quem foi, é só nostalgia.

O ódio, se espalha feito epidemia.
Os lixos se proliferam nos cantos da rodovia.
A noite cai, tem os do 12 de vigia.
E começa a fissura das medusa e não é mitologia,

É real. Nas biqueiras, é grande a freguesia.
Enquanto isso, as escola estão cada vez mais vazias.
Os nóia rende antendente de bijuteria.
E os kamikase, "cata" as os banco, as joalheria.

A prática, é controversa e sem ideologia.
Entende que polícia honesta só na teoria.
Pra resolver na lei, é só burocracia.
E na rua, é só querer e ter pontaria.
-
Matrero Records, 2012.

sábado, 5 de outubro de 2013

SÍNTESE e DISTÚRBIO VERBAL

Síntese & Distúrbio Verbal
Buracos Ao Chão [EP Não Oficial]

download
-
Todas as guias das vozes foram registradas na Unidade II da Matrero por Moita e Willian Monteiro. Exeto das faixas 1 e 13, registradas no estúdio Pura Rua por Dö.

Faixas 1, 2, 3, 9 e 10 produzidas por Neto.
Faixas 4, 6, 7, 8 e 11 produzidas por Willian Monteiro.
Faixa 13 produzida por Moita.

Faixa 5: Jacob Miller - Healing Of The Nation.
Faixa 12: Jackie Mitoo - Brain Mark.

Foto por Vinicius Moreira.
-
"O EP surgiu da necessidade que temos de nos expressar, a necessidade de falar algo, passar alguma coisa do que pensamos à diante, buscando também ser compreendidos no que sentimos.
Um registro pessoal de uma fase de nossas vidas nesse plano sob essas condições de existência.
Apesar do teor denso, e de vibrações negativas emanadas nos registros, acreditamos que trazemos um princípio além de um propósito, num formato de músicas que, ás vezes, até gostamos e achamos mais relevante que o silêncio, no momento.
Mas acima de tudo, é um projeto de vida. Um modo de, uma vez percorrendo os espaços submetidos a mesma realidade, aproximarmos os nossos corações, procurando a comunhão e uma cumplicidade de cárcere entre nós mesmos que buscamos as mesmas consciências e mais ou menos as mesmas práticas, por nos sentirmos de maneira parecida e almejarmos um tratamento semelhante frente à tudo o que nos visita uma vez a mercê do vento nesse lote de tempo e espaço.
Nossa contribuição pessoal pra uma causa universal.
Os tempos são esses, estamos com os pés aqui.
O senso virá.
Graça e paz da parte de Deus.
Amem.
Amém.

São José dos Campos, 16 de junho de 2013
Neto e Ingles"




Penumbra
Sente... Degusta a chuva que não é purificação.
Lanterna à mão... Apontar pra frente em meio à escuridão.

Desaconchegue nesse cego enredo. Completo se interne,
Onde sol não emana a luz e o horizonte é inerte.
Repele até o oposto no campo de atrito imposto,
Ainda honesto, pós tortura, na minha posição sem posto.

Degrada o sonho. Adentra o rosto o resto amargo.
Pre suponho, após a última dose, tentando afogar neurose.
Aborte. Corte quaisquer sem sorte flerte com a morte, desavento,
Quem doma a redoma grita: Se entorte.

Atmosfera... Terra muda, presa no que cala,
Mas dá pala. Vala, ausente a verdade na fala.
Desespero exala se contendo ao afrontar,
O tentar acompanhar do calcular ao te apontar.

Limitado ao ocular, e um dos fardos é testemunhar
O interagir do ocultar, o que faz ecoar o gritar.
Daqui é interno, certo termo, cego desapego.
Prego. Imerso, o existir não ergo, só me envergo.

Envertido... Do céu ao sol, traído. Deformado.
Sentido tudo, nada visto. Invisto no impalpável.
Malícia nesse vél. Tudo sem luz é ilusão,
Qual a razão sobre a alusão? Poeira alta e veste ao chão batido.

O que altera a percepção compromete a concepção. Refletir sem conclusão.
Em troca de alguns metros na direção da emoção? Vão.
A vida além do atalho e da grade...
Alma moldada, lembra, recuse mesmo que agrade.

Não se acaricia com a foice, nem se afaga com a espada.
A sedução que traga é praga. Submerso, equanto o grito vaga.
Segue a saga... jardim de aço... um compasso pra cada passo...
Curso GAIA pesa o traço, plano TERRA arma o laço.






 Buracos no Chão

Buracos ao chão. Realidade destrói paralelo.
O elo perdido foi encontrado no coração puro.
Brigo no escuro, os socos me acertam,
Me esquivo, e ainda erro. E me deparo nocauteado.

Saí pra ver e vi, o que muitos não vêem.
Só quem abre a mão daqui vê o que é bom.
Estar além de ver - sentir. Então a luz me encontra,
Flutuo e ouço aqui que preciso ouvir pra seguir.




Mundo cão, eu louco de são,
Me vejo no vão da paz/loucura, e agora solidão.
Ouço tom da voz e manobro os ecos.
Inspira a vida, sinto as vozes e dialetos.

Decretos dos anjos e demônios no ouvido.
Não ouviu? Merda, acabaram de bater o martelo.
Como um truco, o blefe é soprado,
Os sinais trocados; e eu, ingênuo, perco o jogo de novo.

Mas sincero. "Deuses" me aniquilam em vida,
Humanóides aliciam, malícia me visita.
O caderno exita, exito de sentir ódio,
A mentira ao pódio faz a ação ser simbólica,

Apocalíptica. Na mente cética.
Fabricam o fim da véspera pro fim das épocas.
Vulgos vigaristas me aprisionam,
Não me deixam entender porque me rondam ou me sondam.

Agora olho o quadro. Insano, perturbado.
Encaminhado a viver com o dedo flexionado.
Tudo mais claro nesse baralho marcado.
Nessa comunga estou só, com o meu senso tragado.

O que devo saber pra poder viver?
Se Deus que me toca, e mais ninguém.
Sinto a pureza envolvendo a minha alma,
Mas a Terra me arremessa e faz disso tudo uma queda.

Eu só tenho a minha fé pra sentir.
Porque se dependesse daqui nunca iria sorrir.
Se sou ingrato, dou a minha face e coração
Pra quem viveu vinte outonos no clarão da ilusão.

Sem mal dizer. Se derem amor e paz nessa aurora,
Perfeição, não basta. Lhes deformam e jogam fora.
Irreversível essa noite teatral,
Onde atores degradam as flores em prol do final.

Não consigo ser nada, mano, só eu.
Forte, paciente, temente à Deus, mas no breu.
Ser filho seu (Pai) já vale o prêmio da guerra.
Nessa briga externa que se interna a cada segundo.

Me vejo como um homem da caverna,
Sobrevivendo sem saber, enquanto dinossauros domam a Terra.
Então me desdobro na faísca que vivo,
Serei meu espírito antes que eu exploda...

Terreno hostil, aqui, não ignoro o frio. Remo e pavil, tio.
Os neurônios de acender explodiu.
Deu pra ligar? Veneno e cio, nação viril, Jão.
Foto de mil grau, tô fraw. Brasil nunca me viu.

Inconveniente, me evite, amargando outro desquite,
Ecossistema sangra, e tudo que fala mente, memo.
O mal que se omite, aleja ou mata no anzol.
Debato sem me abater, rastejando até o sol.

Crosta terrena evidencia o senso universal,
Pretensão enrijece a matrix espiritual,
Densifica, a consciência o classifica,
Até entrar na equação a variável que ninguém explica [Deus].

Eu e eu contra mim memo, frente os cara, sempre foi.
O que vislumbro de melhor hoje repousa no depois.
Tentar ficar de pé, mais alcolismo e demência,
Sufoca a fé, o corpo pesar mais que a consciência.

No fundo me importo em expor minha glória vergonhosa.

Laje laica comum ostententa conduta pecaminosa.
E finda a prosa, universo. Um terço verso, mano.
Eternidade corrompida alimenta draconiano.

Suprimir pra internar e limitar a interação,
Acoar, pra dementar na super associação.
Vasto orgulhoso mal... Quando pesa o fardo.
Órfão quer ser adotado. Shiu... Firmão, to errado.

Nesse chão aflora zológico dos bicho-homem...
Nesse rio de pedra entre amor e ódio eu sinto fome...
"Destrata que é a cota", "se mata com a muca"...
Sem sentir o hálito do demônio roçando quente na nuca.

Mental, real, berro, enquanto bendizem o mal.
Só eu me vejo sentenciado enquanto degusto o punhal.
Lembro do único caminho pra justificação
Me esquivo, quando os meus álibis viram os motivos das fugas.



segunda-feira, 30 de setembro de 2013