quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

FAMILIA MOON$TOMPER$!

FELIZ NATAL

FELIR NATAL!!!


Feliz Natal do FAVO DE FEL ZINE, a todos que encontramos!
Abaixo letra da banda SKA-P:
LA NAVIDAD!

25, ya es Navidad. Todos juntos vamos a brindar
Por Ruanda, Etiopa, en Venezuela o en la India
Hoy mueren nios, felz Navidad!
Navidades de hambre y dolor. Ha nacido el hijo de Dios
El Mesas que nos gua, ofrece su filosofa
Nadie entiende al hijo de Dios
Mi familia comienza a cantar , en el ambiente hay felicidad
En compaia vamos a olvidar la agona de los pueblos
Donde no hay Navidad
Cantemos hermanos todos juntos hacia el Vaticano
Suelta prenda. coo!, que mueren nios de inanicin
Un negocio millonario con la f de los cristianos
Que utilizan a Jesus como el perpetuo salvador
Jesucristo era un tio normal, pacifista, intelectual
Siempre al lado de los pobres defendiendo sus valores
Siempre en contra del capital
Crucificado como un animal, defendiendo un ideal
El abuso de riqueza se convierte en la miseria mas injusta de la humanidad
Mi familia comienza a cantar , en el ambiente hay felicidad
En compaia vamos a olvidar la agona de los pueblos
Donde no hay Navidad
Cantemos hermanos todos juntos hacia el Vaticano
Suelta prenda. coo!, que mueren nios de inanicin
Un negocio millonario con la f de los cristianos
Que utilizan a Jesus como el perpetuo salvador
Fue la iglesia la que se lo mont
Y de su muerte un negocio cre
El Vaticano es un imperio que devora con ingenio
Predicando por la caridad
25, ya es navidad .Todos juntos vamos a brindar
Por un revolucionario que intent cambiar el mundo
El primer Hippie de la humanidad
Mi familia comienza a cantar, en el ambiente hay felicidad
Em compaia vamos a olvidar la agona de los pueblos
Donde no hay Navidad
Cantemos hermanos todos juntos hacia el Vaticano
Suelta prenda. coo!, que mueren nios de inanicin
Un negocio millonario con la f de los cristianos
Que utilizan a Jesus como el perpetuo salvador
La navidad, la navidad, es la sociedad de consumo
Mentira, mentira, la Navidad es mentira..

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

NEBLINA!


depois de uma breve pausa, o neblinaº volta as suas atividades com um dia para comemorar e encerrar este primeiro ano. E nada mais propício do que Bolos! Assim, o evento deste mês apresenta o trabalho de Gabriela Antunes (confiram no convite em anexo).

O neblinaº já gerou ótimas iniciativas, que estão documentadas no blog. Agora, queremos criar um catálogo, em forma de fanzine, e convidamos a todos para colaborar com os primeiros esboços deste material.

Compareçam, então, neste sábado a partir das 17h para mais um evento, e vamos todos continuar com esta possibilidade de criar e trocar experiências!

Um abraço

obs.: lembrem que podem trazer bebidas de comidas...

--
http://nneblina.blogspot.com

RATOS & CHANGE YOUR LIFE HOJE EM CANOAS RS!


O show, organizado pelo Coletivo B.I.L, ainda conta com a presença das bandas F.A.R.P.A., The Efficients e Change Your Life. Os ingressos antecipados podem ser adquiridos por R$ 25 nas lojas A Place e nas Back in Black, do shopping Total e Canoas. Na hora o valor será R$35.


SERVIÇO:

O quê? RATOS DE PORÃO [SP] + Change Your Life + The Efficients + F.A.R.P.A.
Quando? 17/12 - sexta-feira - 22 horas
Onde? Studio Rock Bar (Av. Victor Barreto 3702, Canoas/RS)
Quanto? R$25 antecipados nas lojas Back in Black do Shopping Total ou Canoas, e na loja Aplace. Na hora por R$35.
Informações? [51] 9649.4060 com Wender
Ratos de Porão em Canoas.jpg

SUEDHEAD REVOLT!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

OS E-MAILS DO ABDUL.

 Abdul ou Felipe Sandin, é uma amigo livre pensador  que viaja pelo mundo. De vez en quando manda umas mensagens encaminhadas, mas o interessante é que ele sempre manda algo relevante. Nunca me mandou dramas de fotos de crianças com cancêr e contas bancárias, mas já me mandou piadas realmente engraçadas. O último email foi esse:
 
Mauro Santayana nos lembra: “Roma não era tão forte assim”

O mundo, depois de Julian Assange
Mauro Santayana, no Jornal do Brasil digital

“Todos os que sabem escrever e manipular um computador são cidadãos, que são
mais que jornalistas.”

O presidente Lula e o primeiro-ministro Putin tiveram o mesmo discurso,
ontem [9/12], em defesa de Julian Assange, embora com argumentos diferentes.
Lula foi ao ponto: Assange está apenas usando do velho direito da liberdade
de imprensa, de informação. Não cabe acusá-lo de causar danos à maior
potência da História, uma vez que divulga documentos cuja autenticidade não
está sendo contestada. Todos sabem que as acusações de má conduta em
relacionamento consentido com duas mulheres de origem cubana, na Suécia, são
apenas um pretexto para imobilizá-lo, a fim de que outras acusações venham a
ser montadas, e ele possa ser extraditado para os Estados Unidos.

O que cabe analisar são as consequências políticas da divulgação dos
segredos da diplomacia ianque, alguns deles risíveis, outros extremamente
graves. Ontem [9/12], em Bruxelas, o chanceler russo Sergei Lavrov comentava
revelações do WikiLeaks sobre as atitudes da Otan com relação a seu país:
enquanto a organização, sob o domínio de Washington, convidava a Rússia a
participar da aliança, atualizava seus planos de ação militar contra o
Kremlin, na presumida defesa da Polônia e dos países bálticos. Lavrov
indagou da Otan qual é a sua posição real, já que o que ela publicamente
assume é o contrário do que dizem seus documentos secretos. Moscou foi além,
ao propor o nome de Assange como candidato ao próximo Prêmio Nobel da Paz.

O exame da história mostra que todas as vezes que os suportes da palavra
escrita mudaram, houve correspondente revolução social e política. Sem
Guttenberg não teria havido o Renascimento; sem a multiplicação dos prelos,
na França dos Luíses, seria impensável o Iluminismo e sua consequência
política imediata, a Revolução Francesa.

A constatação do imenso poder dos papéis impressos levou a Assembleia
Constituinte aprovar o artigo XI da Declaração dos Direitos do Homem e do
Cidadão, logo no início da Revolução, em agosto de 1789. O dispositivo do
núcleo pétreo da Constituição determina que todo cidadão tem o direito de
falar, escrever e imprimir com toda liberdade. As leis punem os que,
mentindo, atingem a honra alheia. A liberdade de imprensa, sendo dos
cidadãos, é da sociedade. Das sociedades nacionais e, em nossa época de
comunicações eletrônicas e livres, da sociedade planetária dos homens.

É surpreendente que, diante dessa realidade irrefutável, jornalistas de
ofício queiram reivindicar a liberdade de imprensa (vocábulo que abarca, do
ponto de vista político, todos os meios de comunicação) como monopólio
corporativo. A internet confirma a intenção dos legisladores franceses de há
221 anos: a liberdade de expressão é de todos, e todos nós somos
jornalistas. Basta ter um endereço eletrônico. As pesadas e, relativamente
caras, máquinas gráficas do passado são hoje leves e baratíssimos notebooks,
e de alcance universal.

É sempre citável a observação de Isidoro de Sevilha, sábio que marcou o
sétimo século, a de que “Roma não era tão forte assim”. Bradley Manning e
Julian Assange estão mostrando que Washington – cujo medo é transparente em
seus papéis diplomáticos – não é tão poderosa assim. É interessante
registrar que o nome de Santo Isidoro de Sevilha está sendo sugerido, por
blogueiros católicos, como o padroeiro da internet.

Os jornalistas devem acostumar-se à ideia de renunciar a seus presumidos
privilégios. Todos os que sabem escrever e manipular um computador são
cidadãos, e ser cidadão é muito mais do que ser jornalista. São esses
cidadãos que, na mesma linha de Putin e Lula, se mobilizam, na ágora
virtual, para defender Assange, da mesma forma que se mobilizaram em defesa
da mulher condenada à morte por adultério. O mundo mudou, mas nem todos
perceberam essa mudança.

domingo, 12 de dezembro de 2010

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

MZK SEXTA NO LA CUCARACHA!!!

INTERAÇÃOES ESTÉTICAS; LAW TISSOT NO RIO!t



Dae vagabundos!!! Vamos aparecer no interações estéticas no antigo predio do Mec do lato do ministerio do trabalho, rua da Imprensa ta ligado?

Olha o que ta ano blog deles.
A Secretaria de Cidadania Cultural (SCC) do Ministério da Cultura, a Fundação Nacional de Artes (Funarte), por intermédio do Centro de Programas Integrados (Cepin), e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) lançam o Circuito Interações Estéticas no Rio de Janeiro. A quarta e última etapa do evento, no Palácio Gustavo Capanema, Centro da capital fluminense, terá espetáculos de teatro, música, mídias digitais, rádio itinerante, fanzine, lançamento de edições on-line da Funarte, entrega do Prêmio Cultura Viva, além do Seminário Interações Estéticas, que reunirá Pontos de Cultura, coletivos artísticos, especialistas e interessados em geral, em uma reflexão crítica sobre a relação entre arte e política.
Entre as atrações artísticas, dia 13, às 18h, haverá a apresentação do chamado Eixo Fixo, formado por artistas que estiveram nas quatro etapas do Circuito: Hapax, Fanzine, Rádio Interofônica, Política do Impossível e Esculturas Sonoras. No dia 14, às 17h, na mostra Cine Teatro Brasil, haverá a exibição do documentário “O incrível encontro”, de Júlio Calasso, seguida de palestra com o ator e diretor Antônio Pedro Borges. Às 20h será a vez da apresentação teatral “Raimunda Pinto, sim senhor!”, do Grupo Harém de Teatro (PI).
Já no dia 15, às 20h, o evento será encerrado com o espetáculo musical de Beatriz Azevedo e seus ilustres convidados: Grupo Manguerê, Tambores de Tocantins,  Chacal, Ademir Assunção e Jorge Mautner. A direção é assinada por Cristóvão Bastos.
O Circuito Interações Estéticas consiste na realização de quatro festivais nacionais de cultura e arte contemporânea: São Paulo, Recife, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. As quatro etapas reúnem cerca de 600 artistas e um público estimado em 60 mil pessoas. O evento é gratuito e aberto ao público.
Até o final da etapa Rio, terão sido centenas de apresentações artísticas – espetáculos musicais, teatrais, de dança e circo, performances, instalações, exposições, mostra de audiovisual –, seminários temáticos como espaço para reflexão crítica e teórica sobre temas relacionados à cultura e arte contemporânea, oficinas de qualificação e capacitação nas mais diversas linguagens, direcionadas a artistas e público em geral, e intervenções artísticas em espaços urbanos.
O Circuito Interações Estéticas pretende reunir o que existe de mais expressivo da produção dos Pontos de Cultura em parceria com os artistas residentes do Prêmio Interações Estéticas – Residências Artísticas em Pontos de Cultura. A meta é mobilizar e articular em rede linguagens artísticas e estéticas de diferentes regiões e levar o melhor da produção cultural brasileira para todo o território nacional.
Como um desdobramento do Prêmio Interações Estéticas – promovido pela Secretaria de Cidadania Cultural e Funarte desde 2008 – o Circuito Interações Estéticas pretende traçar novas trajetórias para a circulação da produção cultural no Brasil, contribuir para a universalização do acesso dos brasileiros à fruição e à produção cultural, bem como oferecer uma inovação no formato dos festivais de arte e cultura do país. Além disso, pretende formular estratégias para a sustentabilidade e o fortalecimento da rede entre artistas e Pontos de Cultura.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Linhas de fuga da Geração UPP



Duas coerções
estratégicas para calar
a discussão sobre
patrimônio:
1) o momento da prisão
de Caroline Pivetta
2) a limpeza do C.A.
do Instituto de Artes
da UERJ


1
O fato ocorrido durante a 28ª Bienal de São Paulo (em 2008) não parece ter sido vergonhoso o bastante para impedirmos que voltasse a ser repetido há poucas semanas, mesmo que em proporções menores. Quatro estudantes foram sumariamente delatados pelos seus próprios colegas em conselho departamental, após ter pichado as paredes e rasgado um dos estofados do centro acadêmico do Instituto de Artes da UERJ. O grupo sofreu, ainda, gravíssimas acusações de que “pareciam entorpecidos”. Não houve qualquer mobilização anterior pelos membros eleitos do C.A. para se convocar uma possível assembléia que pudesse discutir o tema. Por conta disso, não cremos que o tolo civismo de uma delação acrítica faça jus ao respeito e a dignidade patrimonial da coisa pública. E tais autores nem tinham a cabeça a prêmio nesse disque-denúncia...
Portanto, nós, integrantes da classe artística brasileira (nas suas mais variadas instâncias), manifestamos o nosso repúdio contra a falácia salvacionista dessa política de segurança pública que nos foi outorgada. Visamos corporeificar aqui, toda e qualquer posição de autoria sobre o nosso próprio desejo, vaiando solenemente a catarse do espetáculo midiático sobre a violência dos acontecimentos dos últimos dias no Rio de Janeiro.

“Não há nada pior do que fazer o bem.”
(Michel Mafesolli)

pOR pEDRO




Circulando >>  2 dias de arte, abraço e simpatia em Realengo

      Uma frase que é dita diariamente na estação de trem de Realengo (onde está meu atelier), me levou a dar nome a este  projeto, os alto falantes dizem a cada 10 minutos:  Circulando da Central do Brasil trem com destino a .....  e  fico sempre pensando quando escuto isso,  uauuu, da Central do Brasil  vindo pra cá !! como isso é forte e integrador. Realengo é  um bairro cheio de referências na MPB e um lugar de uma poética muito forte,  por aqui existe todo um  imaginário que remete ao engenho dos tempos coloniais, e uma gente divertida e inventiva. O surgimento do Espaço Cultural Jorge Benjor foi uma importante conquista para o bairro, um espaço localizado em uma área muito privilegiada  e de muito fluxo. Estes dois dias de ações significam uma forma de circular e concentrar a cultura de várias partes da cidade neste lugar . A ações ocorrem nos dias 03 e 04 de dezembro. No dia 03 (sexta) acontecem na plataforma de trem da estação Realengo, e no dia 04 (sábado) acontecem na área do Espaço Cultural Jorge Benjor, vai ter de tudo um pouco, dança, performance, fotografia, pintura , enfim uma grande festa pra fechar o ano, afirmando que o Rio de Janeiro continua lindo, sendo, e circulando, sempre, axé e  até lá.
Alê Souto

COLETIVO GRAFICO NO SERGIO PORTO - RJ

RIVAGES DE LA TRISTESSE

A VERDADE SOBRE A MUSICA ROCK!









CLique nas imagens para aumentar.

BRUTAL CREW é só SINISTRO!





Sem neurose e moralismo muita fé no coração, Brutal Crew é so sinistro e o bonde tá boladão. Então, aqui é só braço forte com vontade de crescer, o haxixe tá apertado então o negócio é acender!
Brutal Crew é Só Sinistro Nitroglicerina Pura, que trabalha para o bem e o cresmento da cultura. O papo é paz pro povo pobre poder e dignidade espaço e respeito shock nos quatro cantos da cidade!


terça-feira, 30 de novembro de 2010

A farsa e a geopolítica do crime




























      A Guerra do Rio? A farsa e a geopolítica do crime 25/11/2010.José Cláudio Souza Alves* 25/11/2010
Nós que sabemos que o ?inimigo é outro?, na expressão padilhesca, não podemos acreditar na farsa que a mídia e a estrutura de poder dominante no Rio querem nos empurrar. Achar que as várias operações criminosas que vem  se abatendo sobre a Região Metropolitana nos últimos dias, fazem parte de uma guerra entre o bem, representado pelas forças publicas de segurança, e o mal, personificado pelos traficantes,  é ignorar que nem mesmo a ficção do Tropa de Elite 2 consegue sustentar tal versão.O processo de reconfiguração da geopolítica do crime no Rio de Janeiro vem ocorrendo nos últimos 5 anos. De um lado Milícias, aliadas a uma das facções criminosas, do outro a facção criminosa que agora reage à perda da hegemonia.Exemplifico. Em Vigário Geral a polícia sempre atuou matando membros de uma facção criminosa e, assim, favorecendo a invasão da facção rival de Parada de Lucas. Há 4 anos, o mesmo processo se deu. Unificadas, as duas favelas se pacificaram pela ausência de disputas. Posteriormente, o líder da facção hegemÿnica foi assassinado pela Milícia. Hoje, a Milícia aluga as duas favelas para a facção criminosa hegemÿnica. Processos semelhantes a estes foram ocorrendo em várias favelas. Sabemos que as milícias não interromperam o tráfico de drogas, apenas o incluíram na listas dos seus negócios juntamente com gato net, transporte clandestino, distribuição de terras, venda de bujões de gás, venda de voto e venda de ?segurança?.Sabemos igualmente que as UPPs não terminaram com o tráfico e sim com os conflitos. O tráfico passa a ser operado por outros grupos: milicianos, facção hegemÿnica ou mesmo a facção que agora tenta impedir sua derrocada, dependendo dos acordos. Estes acordos passam por miríades de variáveis: grupos políticos hegemÿnicos na comunidade, acordos com associações de moradores, voto, montante de dinheiro destinado ao aparado que ocupa militarmente, etc.Assim, ao invés de imitarmos a população estadunidense que deu apoio às tropas que invadiram o Iraque contra o inimigo Sadan Husein, e depois, viu a farsa da inexistência de nenhum dos motivos que levaram Bush a fazer tal atrocidade, devemos nos perguntar: qual é a verdadeira guerra que está ocorrendo? Ela é simplesmente uma guerra pela hegemonia no cenário geopolítico do crime na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. As ações ocorrem no eixo ferroviário Central do Brasil e Leopoldina, expressão da compressão de uma das facções criminosas para fora da Zona Sul, que vem sendo saneada, ao menos na imagem, para as Olimpíadas. Justificar massacres, como o de 2007, nas vésperas dos Jogos Pan Americanos, no complexo do Alemão, no qual ficou comprovada, pelo laudo da equipe da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, a existência de várias execuções sumárias é apenas uma cortina de fumaça que nos faz sustentar uma guerra ao terror em nome de um terror maior ainda, porque oculto e hegemÿnico. Ônibus e carros queimados, com pouquíssimas vítimas, são expressões simbólicas do desagrado da facção que perde sua hegemonia buscando um novo acordo, que permita sua sobrevivência, afinal, eles não querem destruir a relação com o mercado que o sustenta. A farsa da operação de guerra e seus inevitáveis mortos, muitos dos quais sem qualquer envolvimento com os blocos que disputam a hegemonia do crime no tabuleiro geopolítico do Grande Rio, serve apenas para nos fazer acreditar que ausência de conflitos é igual à paz e ausência de crime, sem perceber que a hegemonização do crime pela aliança de grupos criminosos, muitos diretamente envolvidos com o aparato policial, como a CPI das Milícias provou, perpetua  nossa eterna desgraça: a de acreditar que o mal são os outros. Deixamos de fazer assim as velhas e relevantes perguntas: qual é a atual política de segurança do Rio de Janeiro que convive com milicianos, facções criminosas hegemÿnicas e área pacificadas que permanecem operando o crime? Quem são os nomes por trás de toda esta cortina de fumaça, que faturam alto com bilhões gerados pelo tráfico, roubo, outras formas de crime, controles milicianos de áreas, venda de votos e pacificações para as Olimpíadas? Quem está por trás da produção midiática, suportando as tropas da execução sumária de pobres em favelas distantes da Zona Sul? Até quando seremos tratados como estadunidenses suportando a tropa do bem na farsa de uma guerra, na qual já estamos há tanto tempo, que nos esquecemos que sua única finalidade é a hegemonia do mercado do crime no Rio de Janeiro? Mas não se preocupem, quando restar o Iraque arrasado sempre surgirá o mercado financeiro, as empreiteiras e os grupos imobiliários a vender condomínios seguros nos Portos Maravilha da cidade. Sempre sobrará a massa arrebanhada pela lógica da guerra ao terror, reduzida a baixos níveis de escolaridade e de renda que, somadas à classe média em desespero, elegerão seus algozes e o aplaudirão no desfile de 7 de setembro, quando o caveirão e o  Bope passarem. * José Cláudio Souza Alves e sociólogo, Pró-reitor de Extensão da UFRRJ e autor do livro: Dos Barões ao Extermínio: Uma História da Violência na Baixada Fluminense
                                                                             

WAGNER MONETES E MARCELO FREIXO SOBRE O RIO



Não há paz social, sem justiça social.

IMAGEM DE 2008 DA "OCUPAÇÃO DO ALEMÃO" POR CONTA DO PAN.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Jornal Nacional e Secretário de Segurança Beltrame mentem sobre ocupação na Vila Cruzeiro

Ontem o Jornal Nacional abriu espaço para o Secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, dizer o seguinte:


Fátima Bernardes: - O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, disse nesta quinta-feira que a operação na Vila Cruzeiro foi um passo importante para retomar uma área até então dominada por criminosos.

Beltrame: - “Se tirou dessas pessoas o que nunca foi tirado, que é o seu território. Se tirou dessas pessoas o que eles chamavam e consideravam de porto seguro. Faziam as suas barbaridades, e fazem na cidade, e correm covardemente para o seu reduto protegido por armas de guerra. É importante prender as pessoas, é importante recolher drogas, é importante recolher munição, é importante prender essas pessoas. Mas é mais importante tirar o território”, disse o secretário.

É mentira. Veja a foto abaixo, que é um print screen de trecho de uma reportagem do G1 (portal das Organizações Globo) de 21 de abril de 2008 (há dois anos e sete meses). E o secretário era o mesmíssimo Beltrame.



Leia a íntegra da reportagem e confira que o JN de Kamel não pesquisa nem no portal que lhe acolhe.

Bope pendura bandeira na Vila Cruzeiro

Objetivo é comemorar uma semana de ocupação da favela.
Clima foi de aparente tranqüilidade nesta segunda-feira (21), segundo o batalhão.

Para comemorar uma semana de ocupação policial na Vila Cruzeiro, na Penha, subúrbio do Rio, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) pendurou na tarde desta segunda-feira (21) uma bandeira na parte mais alta da favela.

A bandeira, da cor preta e com o símbolo do Bope, foi pendurada no terraço de uma casa da região, segundo informou o próprio batalhão.

A polícia ocupa a região desde a última terça-feira (15). Neste final de semana, o batalhão apreendeu três mil sacolés de cocaína e 480 pedras de crack durante uma operação realizada no domingo (20), e removeu no sábado (19) um muro de concreto no Morro da Chatuba, que era usado como barricada por traficantes da região.

Desde a última terça, a polícia ocupa as favelas da Penha por tempo indeterminado. Na semana passada, ocorreram diversos confrontos entre policiais e supostos traficantes da região. De acordo com a polícia, 14 pessoas morreram e sete ficaram feridas desde o início da ocupação.

Segundo o Bope, não houve troca de tiros nem prisões e apreensões nesta segunda-feira.

Quando o JN não esconde informação do telespectador, como mostrei aqui em O jornalismo ‘independente’ de Ali Kamel, a ‘bomba’ do Faustão que parou Ipanema. E mais: Procter & Gamble, Grendene e Coca-Cola, ou dá a informação errada.

 extraido do blog do mello

http://blogdomello.blogspot.com/2010/11/jornal-nacional-e-secretario-de.html

 

 

A crise no Rio e o pastiche midiático


Luiz Eduardo Soares: a crise no Rio e o pastiche midiático




Sempre mantive com jornalistas uma relação de respeito e cooperação. Em alguns casos, o contato profissional evoluiu para amizade. Quando as divergências são muitas e profundas, procuro compreender e buscar bases de um consenso mínimo, para que o diálogo não se inviabilize. Faço-o por ética –supondo que ninguém seja dono da verdade, muito menos eu–, na esperança de que o mesmo procedimento seja adotado pelo interlocutor. Além disso, me esforço por atender aos que me procuram, porque sei que atuam sob pressão, exaustivamente, premidos pelo tempo e por pautas urgentes. A pressa se intensifica nas crises, por motivos óbvios. Costumo dizer que só nós, da segurança pública (em meu caso, quando ocupava posições na área da gestão pública da segurança), os médicos e o pessoal da Defesa Civil, trabalhamos tanto –ou sob tanta pressão– quanto os jornalistas.
Digo isso para explicar por que, na crise atual, tenho recusado convites para falar e colaborar com a mídia:
(1) Recebi muitos telefonemas, recados e mensagens. As chamadas são contínuas, a tal ponto que não me restou alternativa a desligar o celular. Ao todo, nesses dias, foram mais de cem pedidos de entrevistas ou declarações. Nem que eu contasse com uma equipe de secretários, teria como responder a todos e muito menos como atendê-los. Por isso, aproveito a oportunidade para desculpar-me. Creiam, não se trata de descortesia ou desapreço pelos repórteres, produtores ou entrevistadores que me procuraram.
(2) Além disso, não tenho informações de bastidor que mereçam divulgação. Por outro lado, não faria sentido jogar pelo ralo a credibilidade que construí ao longo da vida. E isso poderia acontecer se eu aceitasse aparecer na TV, no rádio ou nos jornais, glosando os discursos oficiais que estão sendo difundidos, declamando platitudes, reproduzindo o senso comum pleno de preconceitos, ou divagando em torno de especulações. A situação é muito grave e não admite leviandades. Portanto, só faria sentido falar se fosse para contribuir de modo eficaz para o entendimento mais amplo e profundo da realidade que vivemos. Como fazê-lo em alguns parcos minutos, entrecortados por intervenções de locutores e debatedores? Como fazê-lo no contexto em que todo pensamento analítico é editado, truncado, espremido –em uma palavra, banido–, para que reinem, incontrastáveis, a exaltação passional das emergências, as imagens espetaculares, os dramas individuais e a retórica paradoxalmente triunfalista do discurso oficial?
(3) Por fim, não posso mais compactuar com o ciclo sempre repetido na mídia: atenção à segurança nas crises agudas e nenhum investimento reflexivo e informativo realmente denso e consistente, na entressafra, isto é, nos intervalos entre as crises. Na crise, as perguntas recorrentes são: (a) O que fazer, já, imediatamente, para sustar a explosão de violência? (b) O que a polícia deveria fazer para vencer, definitivamente, o tráfico de drogas? (c) Por que o governo não chama o Exército? (d) A imagem internacional do Rio foi maculada? (e) Conseguiremos realizar com êxito a Copa e as Olimpíadas?
Ao longo dos últimos 25 anos, pelo menos, me tornei “as aspas” que ajudaram a legitimar inúmeras reportagens. No tópico, “especialistas”, lá estava eu, tentando, com alguns colegas, furar o bloqueio à afirmação de uma perspectiva um pouquinho menos trivial e imediatista. Muitas dessas reportagens, por sua excelente qualidade, prescindiriam de minhas aspas –nesses casos, reduzi-me a recurso ocioso, mera formalidade das regras jornalísticas. Outras, nem com todas as aspas do mundo se sustentariam. Pois bem, acho que já fui ou proporcionei aspas o suficiente. Esse código jornalístico, com as exceções de praxe, não funciona, quando o tema tratado é complexo, pouco conhecido e, por sua natureza, rebelde ao modelo de explicação corrente. Modelo que não nasceu na mídia, mas que orienta as visões aí predominantes. Particularmente, não gostaria de continuar a ser cúmplice involuntário de sua contínua reprodução.
Eis por que as perguntas mencionadas são expressivas do pobre modelo explicativo corrente e por que devem ser consideradas obstáculos ao conhecimento e réplicas de hábitos mentais refratários às mudanças inadiáveis. Respondo sem a elegância que a presença de um entrevistador exigiria. Serei, por assim dizer, curto e grosso, aproveitando-me do expediente discursivo aqui adotado, em que sou eu mesmo o formulador das questões a desconstruir. Eis as respostas, na sequência das perguntas, que repito para facilitar a leitura:
(a) O que fazer, já, imediatamente, para sustar a violência e resolver o desafio da insegurança?
Nada que se possa fazer já, imediatamente, resolverá a insegurança. Quando se está na crise, usam-se os instrumentos disponíveis e os procedimentos conhecidos para conter os sintomas e salvar o paciente. Se desejamos, de fato, resolver algum problema grave, não é possível continuar a tratar o paciente apenas quando ele já está na UTI, tomado por uma enfermidade letal, apresentando um quadro agudo. Nessa hora, parte-se para medidas extremas, de desespero, mobilizando-se o canivete e o açougueiro, sem anestesia e assepsia. Nessa hora, o cardiologista abre o tórax do moribundo na maca, no corredor. Não há como construir um novo hospital, decente, eficiente, nem para formar especialistas, nem para prevenir epidemias, nem para adotar procedimentos que evitem o agravamento da patologia. Por isso, o primeiro passo para evitar que a situação se repita é trocar a pergunta. O foco capaz de ajudar a mudar a realidade é aquele apontado por outra pergunta: o que fazer para aperfeiçoar a segurança pública, no Rio e no Brasil, evitando a violência de todos os dias, assim como sua intensificação, expressa nas sucessivas crises?
Se o entrevistador imaginário interpelar o respondente, afirmando que a sociedade exige uma resposta imediata, precisa de uma ação emergencial e não aceita nenhuma abordagem que não produza efeitos práticos imediatos, a melhor resposta seria: caro amigo, sua atitude representa, exatamente, a postura que tem impedido avanços consistentes na segurança pública. Se a sociedade, a mídia e os governos continuarem se recusando a pensar e abordar o problema em profundidade e extensão, como um fenômeno multidimensional a requerer enfrentamento sistêmico, ou seja, se prosseguirmos nos recusando, enquanto Nação, a tratar do problema na perspectiva do médio e do longo prazos, nos condenaremos às crises, cada vez mais dramáticas, para as quais não há soluções mágicas.
A melhor resposta à emergência é começar a se movimentar na direção da reconstrução das condições geradoras da situação emergencial. Quanto ao imediato, não há espaço para nada senão o disponível, acessível, conhecido, que se aplica com maior ou menor destreza, reduzindo-se danos e prolongando-se a vida em risco.
A pergunta é obtusa e obscurantista, cúmplice da ignorância e da apatia.
(b) O que as polícias fluminenses deveriam fazer para vencer, definitivamente, o tráfico de drogas?
Em primeiro lugar, deveriam parar de traficar e de associar-se aos traficantes, nos “arregos” celebrados por suas bandas podres, à luz do dia, diante de todos. Deveriam parar de negociar armas com traficantes, o que as bandas podres fazem, sistematicamente. Deveriam também parar de reproduzir o pior do tráfico, dominando, sob a forma de máfias ou milícias, territórios e populações pela força das armas, visando rendimentos criminosos obtidos por meios cruéis.
Ou seja, a polaridade referida na pergunta (polícias versus tráfico) esconde o verdadeiro problema: não existe a polaridade. Construí-la –isto é, separar bandido e polícia; distinguir crime e polícia– teria de ser a meta mais importante e urgente de qualquer política de segurança digna desse nome. Não há nenhuma modalidade importante de ação criminal no Rio de que segmentos policiais corruptos estejam ausentes. E só por isso que ainda existe tráfico armado, assim como as milícias.
Não digo isso para ofender os policiais ou as instituições. Não generalizo. Pelo contrário, sei que há dezenas de milhares de policiais honrados e honestos, que arriscam, estóica e heroicamente, suas vidas por salários indignos. Considero-os as primeiras vítimas da degradação institucional em curso, porque os envergonha, os humilha, os ameaça e acua o convívio inevitável com milhares de colegas corrompidos, envolvidos na criminalidade, sócios ou mesmo empreendedores do crime.
Não nos iludamos: o tráfico, no modelo que se firmou no Rio, é uma realidade em franco declínio e tende a se eclipsar, derrotado por sua irracionalidade econômica e sua incompatibilidade com as dinâmicas políticas e sociais predominantes, em nosso horizonte histórico. Incapaz, inclusive, de competir com as milícias, cuja competência está na disposição de não se prender, exclusivamente, a um único nicho de mercado, comercializando apenas drogas –mas as incluindo em sua carteira de negócios, quando conveniente. O modelo do tráfico armado, sustentado em domínio territorial, é atrasado, pesado, anti-econômico: custa muito caro manter um exército, recrutar neófitos, armá-los (nada disso é necessário às milícias, posto que seus membros são policiais), mantê-los unidos e disciplinados, enfrentando revezes de todo tipo e ataques por todos os lados, vendo-se forçados a dividir ganhos com a banda podre da polícia (que atua nas milícias) e, eventualmente, com os líderes e aliados da facção. É excessivamente custoso impor-se sobre um território e uma população, sobretudo na medida que os jovens mais vulneráveis ao recrutamento comecem a vislumbrar e encontrar alternativas. Não só o velho modelo é caro, como pode ser substituído com vantagens por outro muito mais rentável e menos arriscado, adotado nos países democráticos mais avançados: a venda por delivery ou em dinâmica varejista nômade, clandestina, discreta, desarmada e pacífica. Em outras palavras, é melhor, mais fácil e lucrativo praticar o negócio das drogas ilícitas como se fosse contrabando ou pirataria do que fazer a guerra. Convenhamos, também é muito menos danoso para a sociedade, por óbvio.
(c) O Exército deveria participar?
Fazendo o trabalho policial, não, pois não existe para isso, não é treinado para isso, nem está equipado para isso. Mas deve, sim, participar. A começar cumprindo sua função de controlar os fluxos das armas no país. Isso resolveria o maior dos problemas: as armas ilegais passando, tranquilamente, de mão em mão, com as benções, a mediação e o estímulo da banda podre das polícias.
E não só o Exército. Também a Marinha, formando uma Guarda Costeira com foco no controle de armas transportadas como cargas clandestinas ou despejadas na baía e nos portos. Assim como a Aeronáutica, identificando e destruindo pistas de pouso clandestinas, controlando o espaço aéreo e apoiando a PF na fiscalização das cargas nos aeroportos.
(d) A imagem internacional do Rio foi maculada? Claro. Mais uma vez.
(e) Conseguiremos realizar com êxito a Copa e as Olimpíadas?
Sem dúvida. Somos ótimos em eventos. Nesses momentos, aparece dinheiro, surge o “espírito cooperativo”, ações racionais e planejadas impõem-se. Nosso calcanhar de Aquiles é a rotina. Copa e Olimpíadas serão um sucesso. O problema é o dia a dia.
Palavras Finais
Traficantes se rebelam e a cidade vai à lona. Encena-se um drama sangrento, mas ultrapassado. O canto de cisne do tráfico era esperado. Haverá outros momentos análogos, no futuro, mas a tendência declinante é inarredável. E não porque existem as UPPs, mas porque correspondem a um modelo insustentável, economicamente, assim como social e politicamente. As UPPs, vale dizer mais uma vez, são um ótimo programa, que reedita com mais apoio político e fôlego administrativo o programa “Mutirões pela Paz”, que implantei com uma equipe em 1999, e que acabou soterrado pela política com “p” minúsculo, quando fui exonerado, em 2000, ainda que tenha sido ressuscitado, graças à liderança e à competência raras do ten.cel. Carballo Blanco, com o título GPAE, como reação à derrocada que se seguiu à minha saída do governo. A despeito de suas virtudes, valorizadas pela presença de Ricardo Henriques na secretaria estadual de assistência social –um dos melhores gestores do país–, elas não terão futuro se as polícias não forem profundamente transformadas. Afinal, para tornarem-se política pública terão de incluir duas qualidades indispensáveis: escala e sustentatibilidade, ou seja, terão de ser assumidas, na esfera da segurança, pela PM. Contudo, entregar as UPPs à condução da PM seria condená-las à liquidação, dada a degradação institucional já referida.
O tráfico que ora perde poder e capacidade de reprodução só se impôs, no Rio, no modelo territorializado e sedentário em que se estabeleceu, porque sempre contou com a sociedade da polícia, vale reiterar. Quando o tráfico de drogas no modelo territorializado atinge seu ponto histórico de inflexão e começa, gradualmente, a bater em retirada, seus sócios –as bandas podres das polícias– prosseguem fortes, firmes, empreendedores, politicamente ambiciosos, economicamente vorazes, prontos a fixar as bandeiras milicianas de sua hegemonia.
Discutindo a crise, a mídia reproduz o mito da polaridade polícia versus tráfico, perdendo o foco, ignorando o decisivo: como, quem, em que termos e por que meios se fará a reforma radical das polícias, no Rio, para que estas deixem de ser incubadoras de milícias, máfias, tráfico de armas e drogas, crime violento, brutalidade, corrupção? Como se refundarão as instituições policiais para que os bons profissionais sejam, afinal, valorizados e qualificados? Como serão transformadas as polícias, para que deixem de ser reativas, ingovernáveis, ineficientes na prevenção e na investigação?
As polícias são instituições absolutamente fundamentais para o Estado democrático de direito. Cumpre-lhes garantir, na prática, os direitos e as liberdades estipulados na Constituição. Sobretudo, cumpre-lhes proteger a vida e a estabilidade das expectativas positivas relativamente à sociabilidade cooperativa e à vigência da legalidade e da justiça. A despeito de sua importância, essas instituições não foram alcançadas em profundidade pelo processo de transição democrática, nem se modernizaram, adaptando-se às exigências da complexa sociedade brasileira contemporânea. O modelo policial foi herdado da ditadura. Ele servia à defesa do Estado autoritário e era funcional ao contexto marcado pelo arbítrio. Não serve à defesa da cidadania. A estrutura organizacional de ambas as polícias impede a gestão racional e a integração, tornando o controle impraticável e a avaliação, seguida por um monitoramento corretivo, inviável. Ineptas para identificar erros, as polícias condenam-se a repeti-los. Elas são rígidas onde teriam de ser plásticas, flexíveis e descentralizadas; e são frouxas e anárquicas, onde deveriam ser rigorosas. Cada uma delas, a PM e a Polícia Civil, são duas instituições: oficiais e não-oficiais; delegados e não-delegados.
E nesse quadro, a PEC-300 é varrida do mapa no Congresso pelos governadores, que pagam aos policiais salários insuficientes, empurrando-os ao segundo emprego na segurança privada informal e ilegal.
Uma das fontes da degradação institucional das polícias é o que denomino “gato orçamentário”, esse casamento perverso entre o Estado e a ilegalidade: para evitar o colapso do orçamento público na área de segurança, as autoridades toleram o bico dos policiais em segurança privada. Ao fazê-lo, deixam de fiscalizar dinâmicas benignas (em termos, pois sempre há graves problemas daí decorrentes), nas quais policiais honestos apenas buscam sobreviver dignamente, apesar da ilegalidade de seu segundo emprego, mas também dinâmicas malignas: aquelas em que policiais corruptos provocam a insegurança para vender segurança; unem-se como pistoleiros a soldo em grupos de extermínio; e, no limite, organizam-se como máfias ou milícias, dominando pelo terror populações e territórios. Ou se resolve esse gargalo (pagando o suficiente e fiscalizando a segurança privada /banindo a informal e ilegal; ou legalizando e disciplinando, e fiscalizando o bico), ou não faz sentido buscar aprimorar as polícias.
O Jornal Nacional, nesta quinta, 25 de novembro, definiu o caos no Rio de Janeiro, salpicado de cenas de guerra e morte, pânico e desespero, como um dia histórico de vitória: o dia em que as polícias ocuparam a Vila Cruzeiro. Ou eu sofri um súbito apagão mental e me tornei um idiota contumaz e incorrigível ou os editores do JN sentiram-se autorizados a tratar milhões de telespectadores como contumazes e incorrigíveis idiotas.
Ou se começa a falar sério e levar a sério a tragédia da insegurança pública no Brasil, ou será pelo menos mais digno furtar-se a fazer coro à farsa

Mostra coletiva de gravura – Obras do Acervo + artistas convidados





Mostra coletiva de gravura   Obras do Acervo + artistas convidados  >
  Abertura sábado 4 de dezembro à partir das 16h
  Até 23 de dezembro

O Estudio Dezenove encerra o ano de 2010 com uma exposição dedicada especialmente à gravura reunindo obras de artistas de diversas gerações. Xilogravuras, Litografias, Gravuras em Metal e Serigrafias terão preços especiais para venda com parcelamento em até três vezes. O espaço estará aberto nos sábados 11 e 18 de dezembro das 15 às 20hs, nos demais dias visitas com marcação prévia.


Alexandra Morizot Alexandre Alves Alex Nery Armando Barbosa Ana Luísa Flores Ana Prado Alexandre Legg Bárbara Sotério Bia Sasso Chimenia Sczesny  Daniele Meireles Diô Viana Emmanoel Araújo Fernanda Costa Gian Shimada Iberê Camargo Iuri Casaes Jade Mascarenhas João Moura Julia Jacobina Julio Castro Julio Ferretti Kazuo Iha Luana Xavier Luiza Cascon  Luiza Stavale Luis Trimano Magliani Marcelo Oliveira Marco Forgiarini Marcos Varela Maria Tomás Matheus Grimião Paula Erber Paulo Jorge Gonçalves Pedro Sánchez  Rafael Dantas Rafael Kuwer Rizza Conde Roberto Tavares Robnei Bonifácio Ronaldo Miranda  Sandra Portto Sergio Viveiros Vanessa Lopo
>>>  Intervenção do Coletivo Gráfico no balcão do bar

Call for Submissions!

[Awkward]:
Clumsily or unskillfully performed
Marked by or causing embarrassment or discomfort
Requiring great tact, ingenuity, skill, and discretion.
Sex can be awkward. Even women who feel sexually confident and powerful have at least one awkward sexual tale to tell. But what makes sex awkward? How does awkward sex make us feel? How do we deal with that awkwardness?
We’re looking for personal essays and artwork from women (meaning gals, ladies, women, woman-identified, genderqueer) of all sexualities about awkward first times, casual encounters, sexual relationships, sexual experiments, etc. that address these questions (and/or others).
Essays should be no more than 3 pages long, written in a conversational tone, and identifying details about people should be changed to protect their privacy. Visual work should be suitable for black and white printing (and in jpg format). The final compilation will be published as a booklet or ‘zine, depending on the volume of submissions.
Send your work and questions to awkwardsexzine@gmail.com, along with the name you’d like to appear with your work (feel free to use a pseudonym), your age, and location (city, state, and/or country).
Deadline: December 15, 2010

http://awkwardsexzine.wordpress.com/

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

HISTÓRIA DA PISTA!

VERMELHO FEIRA GRAFICA



Galeria Vermelho: TIJUANA Feira de Arte Impressa! Terá Elvis Almeida, Roberto Hollanda, Rafael Adorjan entre outros!!! EM SP! Participem!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

CITZEN CARTOON: CARTUNS SOBRE A CIDADE


 

سازمان فرهنگی هنری شهرداری تبریز برگزار می کند:

موضوع :
شهر و شهروندی

با محوریت :
  • ترافیک ( راست گرد ، تجاوز به حریم تقاطع ، کمربند ایمنی ، سرعت غیرمجاز ، صحبت با موبایل ، حقوق عابرین پیاده ، خودروی تک سرنشین )
  • روابط اجتماعی ( احترام متقابل ، حقوق متقابل خانواده ، قدرت لبخند ، عذرخواهی ، رعایت حقوق دیگران )
  • آپارتمان نشینی ( حقوق همسایه ، آداب آپارتمان نشینی ، مشارکت عمومی )
  • فضای سبز و پارکها ( فضای سبز خانه و شهر ، مراقبت از فضای سبز ، چمن ، نظافت و بهداشت شهر )
  • عدم تخریب اموال ( وسایل بازی پارکها ، کیوسک تلفن ، اتوبوس )
  • زباله ( تحویل به موقع – کنترل شیرابه – محل مناسب – پرتاب زباله از خودرو به خیابان )
  • آلودگی صوتی و تصویری شهر
  • مسئولیت پذیری شهروندان
  • سد معبر
شرایط :
  • آثار فقط با موضوعات ارائه شده باید اجرا گردد.
  • تعداد آثار ارسالی : حداکثر 5 اثر
  • آثار باید در اندازه A4 یا A3 باشد .
  • آثار می تواند از طریق ایمیل نیز ارسال گردد ( فرمت JPG و 300 DPI
  • در ایمیل ارسالی نام و نام خانوادگی ، آدرس ، تاریخ تولد و شماره تلفن ذکر گردد.
  • آثاری که از طریق پست ارسال می گردد ، اصل اثر یا پرینت به همراه سی دی ( 300DPI-JPG ) ارسال شود .
  • پشت آثار نام و نام خانوادگی ، آدرس و تلفن ذکر گردد .
  • آثار می تواند در جشنواره دیگری جایزه گرفته باشد .
جوایز:
جایزه اول : هزار دلار + دیپلم افتخار + تندیس جشنواره
جایزه دوم : 500 دلار + دیپلم افتخار + تندیس جشنواره
جایزه سوم : 250 دلار + دیپلم افتخار + تندیس جشنواره
پنج نفر برگزیده : دیپلم افتخار + تندیس جشنواره

آخرین مهلت ارسال آثار:
30 بهمن ماه 1389

نشانی ارسال آثار:
تبریز – باغ گلستان – روبروی هنرستان وحدت – کتابخانه ملی سابق – موزه کاریکاتور آذربایجان
کدپستی : 13117-51396 - تلفن : 2843094-0411 
 
citizencartoon@citizencartoon.com
tabrizcartoons@tabrizcartoons.com
http://www.citizencartoon.com

The first International City and citizen Cartoon Contest
Tabriz-2011

Rules:
We address to all the professional and amateur cartoonists regardless
their age from all over the world.
Theme: City & citizen
For example: Traffic, Apartment living culture, Citizen right
Air pollution, neighbor right, city imagine pollution ,
Irregular city constructions
Garbage Repelling, Destruction of traditional shape of the cities

 
Regulations:
-The number of sent cartoons is 5.
please write your surname and first name, address,
e-mail address, a photo
-All participants that their works enter in exhibition will receive the catalogue of the contest
-Sent works should be in 300dpi with 1500 pixel width or length
and jpg format
Sent works could be published or won in a contest before.

 
prizes :
- First Prize: $1000, Honorable Mention and Trophy.
-Second Prize: $ 500, Honorable Mention and Trophy.
-Third Prize: $ 250, Honorable Mention and Trophy.
 -5 Honorable Mentions
The cartoons must be sent at the e-mail address: 

citizencartoon@citizencartoon.com
tabrizcartoons@tabrizcartoons.com
http://www.citizencartoon.com

and by post:
Address: Tabriz Cartoonists Association, Azerbaijan Cartoon Museum, Former Tabriz Estate Library, Golestan Garden, Tabriz, Iran
Deadline:19 Feb 2011
 
 Tel: (+98 411)2843094
Holding by Tabriz municipality culture and art organization