sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Dos cadernos digitados de JC Anjos - parte 1





Eu. Pássaro preso. Cantando incessantemente nesta sinfonia urbana de pedras e motores. Com meus dedos, escrevo nas paredes das cavernas o meu silêncio que não se calará. É o meu sangue que serve de tinta.
Ás vezes tenho vontade de rir de toda essa farsa que é a vida. Ela é um teatro e nós somos os piores atores.

A dor transforma-se em fome quando a fome não se transforma em dor.


Recurso
Aqueles dias tão distantes
Você me disse que não daria
Por uns instantes.
Daria tempo,
Daria calma,
Daria trauma.

E  se tentássemos ser o que não somos?
Somos tão estranhos,
Somos tão solitários.
Sombras através dos anos.

E seu eu dissesse que nada de você espero mais?
E se eu dissesse que tudo tem demais?
Não sei se vale
Vale a pena vale mais que qualquer outra sentença.



Atrocida exibição
  
Parece justo que você propague a dor,
Àqueles que você arbitrariamente julga ser inferior a você?

Pois saibas que você é bem mais inferior
Que uma bactéria.
E esta ainda tem seu valor.
Que o vírus acabe com o teu sistema, covarde!

Você não consegue ouvi-los gritar?
Não são humanos mas bem mais que do que você seria
Seria em qualquer reino animal.

Pense bem.
Você na passa de um ser primário
Que se julga racional.
Me diz, quem viverá no final?

Tudo é tão absurdo
Sabendo que seres supostamente humanos
Concorrem pro mal
E que depredam a si mesmos.

O Homem que não tinha passado - versão poética da memória de peixe - 

existem coisas que permanecem.
mas como guardar aquela lembrança
de que tudo eram fatos reais?
e as manhãs nunca desvanecem.

eu planejei um mundo depois
eu desejei uma vida só nós dois
e pros outros ofereci flores
destruindo a arrogância de meus senhores.

é assim as manhãs desbotadas
o amanhecer nunca foi tão doloroso.
entrega-te cada sonho dessas almas
e o que me resta é somente ameaça.





um grande pedaço de carne
um grande e defumado pedaço de carne.

mudanças de pensamento
não há nenhuma novidade.

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